quinta-feira, 21 de julho de 2011

Saudade

Saudade não tem forma nem cor; não tem cheiro nem sabor.
Fala-se nela, mas não se vê; só pensa nela quem acredita.
Ela é parte da ausência; ela é parte do amor; ela tem realidade, mas quem a tem sente dor, uma dor miudinha, que cresce no coração, e que nunca vem sozinha…
Acompanha a solidão; quem a sente nunca esquece, nem nunca esquecerá, o sentimento que não adormece, por alguém que não está!
Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Saudade é uma água que só nos deixa molhados, sem nos limpar.
A saudade é a luz viva que ilumina a estrada do passado.
A saudade é um pouco dessa incerteza da separação.
A distância impede que eu te veja, mas não impede que eu te ame.
A ausência torna o coração mais amante.
A sua ausência nos causa profunda tristeza, mas relembrar as alegrias que você gerou entre nós é como se você aqui estivesse presente.
Faça da sua ausência o bastante para que alguém sinta sua falta, mas não prolongue-a demais para que esse alguém não aprenda a viver sem ti.
Quando a saudade é demais, não cabe no peito: escorre pelos olhos.
A saudade não mata, mas martiriza um sincero coração.

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